terça-feira, 2 de novembro de 2010

O que é e como age um serial Kiler ?!

anibalO Assassino do Zodíaco. John Wayne Gacy. O Assassino BTK. Ted Bundy. Filho de Sam. Jeffrey Dahmer. Os nomes e pseudônimos destes assassinos estão gravados no consciente coletivo dos americanos, graças à cobertura em massa dos jornais, livros, filmes e documentários de TV. Muitos dos que foram capturados pareciam cidadãos medianos - atraentes, bem sucedidos, membros ativos da comunidade - até que seus crimes foram descobertos. Este tipo de assassino não "enlouquece" simplesmente um dia e mata um monte de gente. Ele não mata por ganância ou ciúme. Mas então o que é que faz uma pessoa não só matar, mas matar várias pessoas em períodos alternados de dias, semanas, anos? Existe um nome especial para este tipo de assassino: serial killers (assassinos em série). Neste artigo, aprenderemos o que faz uma pessoa ser um serial killer. O termo "serial killer" foi criado em meados da década de 70 por Robert Ressler, ex-diretor do Programa de Prisão de Criminosos Violentos do FBI. Ele escolheu "serial" porque a polícia na Inglaterra chamava este tipo de assassinato de "crimes em série", e por causa dos seriados que ele assistia quando criança.
Antes disso, estes crimes eram às vezes conhecidos como assassinatos em massa ou crimes em que um estranho mata outro estranho.
O FBI define um serial killer como uma pessoa que mata três ou mais vítimas, com períodos de "calmaria" entre os assassinatos. Isto os separa dos assassinos em massa, que matam quatro pessoas ou mais ao mesmo tempo (ou em um curto período de tempo) no mesmo local, e dos assassinos turbulentos, que matam em vários locais e em curtos períodos de tempo, Os serial killers geralmente trabalham sozinhos, matam estranhos, e matam por matar (diferentemente dos crimes passionais).
Segundo um estudo recente do FBI, houve aproximadamente 400 serial killers nos Estados Unidos no último século, com cerca de 2.526 a 3.860 vítimas [fonte: Hickey]. No entanto, não há como saber de verdade quantos serial killers estão ativos em um dado momento - especialistas sugerem números entre 50 e 300, mas não há como provar.
Parece, também, que os assassinatos em série aumentaram nos últimos 30 anos. Oitenta por cento dos 400 assassinos em série do último século surgiram desde 1950 [fonte: Vronsky]. Por que isso aconteceu é uma pergunta em debate; não há resposta, da mesma maneira que não há uma resposta simples sobre por que algumas pessoas se tornam serial killers.
Classificações de serial killers
Estudos na área de assassinatos em série resultaram em duas formas de classificar os serial killers: uma baseada no motivo, e outra baseada nos padrões organizacionais e sociais. O método do motivo é chamado de tipologia de Holmes, por causa de Ronald M. e Stephen T. Holmes, autores de vários livros sobre assassinatos em série e crimes violentos. Nem todos os serial killers são de um tipo só, e muitos apresentam características de mais de um tipo. Nenhuma destas classificações explica o que na realidade pode levar uma pessoa a se tornar um serial killer (falaremos mais sobre isso adiante). Também não há dados científicos suficientes sobre os quais basear estas classificações - são baseadas em dados de observação casual ou em entrevistas. Os críticos da tipologia de Holmes apontam esta como uma falha, mas muitos investigadores ainda acham este método útil ao estudar assassinatos em série.
Segundo a tipologia de Holmes, os serial killers podem se concentrar no ato (aqueles que matam rápido), ou no processo (aqueles que matam vagarosamente). Para os assassinos que se concentram no ato, matar nada mais é do que o ato em si. Neste grupo há dois tipos diferentes: os visionários e os missionários. O visionário mata porque escuta vozes ou tem visões que o levam a fazer isso. O missionário mata porque acredita que deve acabar com um determinado grupo de pessoas.
Os assassinos seriais que se concentram no processo sentem prazer na tortura e morte lenta de suas vítimas. Neste grupo há três tipos diferentes de hedonistas - sexuais, que buscam emoção, e os que tiram proveito - e assassinos em busca de poder. Assassinos sexuais obtêm prazer sexual ao matar. Assassinos que buscam emoção se excitam com isso. Assassinos que tiram proveito matam porque acreditam que vão lucrar de alguma maneira. Assassinos que buscam o poder querem "brincar de Deus" ou ter controle da vida e da morte.
O primeiro serial killer dos Estados Unidos
H.H. Holmes, condenado por nove assassinatos, é geralmente considerado o primeiro serial killer dos Estados Unidos. Holmes confessou 27 assassinatos, e alguns investigadores acreditavam que ele poderia ter matado centenas de pessoas, na verdade. Ele começou matando convidados no hotel "castelo" que ele abriu para receber visitantes da World's Fair, em 1893, em Chicago. Os crimes de Holmes foram descobertos em uma inspeção após um zelador dizer à polícia que ele não tinha autorização para limpar certos andares do hotel. Ele foi condenado e enforcado em 1896. O interesse pelo caso Holmes foi reavivado em 2003 com a publicação de "O Demônio na Cidade Branca", livro que justapõe os assassinatos com a construção da World's Fair.
O comportamento dos serial killers
Os serial killers também podem ser classificados por suas habilidades organizacionais e sociais. Podem ser organizados ou desorganizados (dependendo do tipo de cena do crime) e não-sociais ou anti-sociais (dependendo de são excluídos pela sociedade ou se excluem dela). O quadro abaixo ilustra comportamentos dos dois tipos mais comuns

serial1





















A maioria dos assassinos seriais identificados são organizados e não-sociais. Muitos deles também seguem alguns outros padrões básicos. Mais de 80% dos serial killers são homens brancos, na faixa dos 20 aos 30 anos [fonte: Hickey]. Serial killers são geralmente inteligentes, e matam com freqüência mulheres brancas. Não há como dizer que uma pessoa é um serial simplesmente por sua aparência - a maioria deles é de um sujeito comum. Ted Bundy, condenado por 30 assassinatos, era descrito como uma pessoa atraente, carismática e articulada. John Wayne Gacy era uma figura popular em sua comunidade e fazia performances como palhaço em festas do bairro. Ele conheceu a primeira-dama Rosalynn Carter quando foi chefe de seção eleitoral do Partido Democrata local. Também foi condenado pelo assassinato de 33 garotos e homens.
Geralmente os serial killers demonstram três comportamentos durante a infância, conhecidos como a tríade MacDonald: fazem xixi na cama, causam incêndios, e são cruéis com animais. É também provável que tenham vindo de lares desfeitos, e que tenham sofrido abuso ou negligência. Apesar de alguns serem tímidos e introvertidos, outros são sociáveis e expansivos, mas na verdade se sentem muito isolados.
Muitos teóricos apontam as infâncias conturbadas dos serial killers como uma possível razão para seus atos.
Exceções à regra
Já houve serial killers mulheres, serial killers que eram membros de minorias raciais e étnicas, serial killers que matavam pessoas de outras raças e serial killers que começaram a matar durante a infância.

• Aileen Wuornos (acima), retratada no filme "Monster - Desejo Assassino" (2003), foi condenada por matar sete homens. Ela foi executada com injeção letal em 2002.
• A maioria das vítimas de Jeffrey Dahmer e John Wayne Gacy - ambos brancos - foi de homens e garotos de minorias raciais ou étnicas.
• Mary Bell tinha 10 anos de idade quando foi condenada pelo assassinato de dois meninos na Inglaterra em 1968. Depois de ser encarcerada em um reformatório para meninos e depois em uma prisão feminina, foi libertada aos 23 anos.

As motivações dos serial killers
Um dos aspectos mais estudados dos assassinatos em série é "por quê?". Várias teorias foram anunciadas como explicações em potencial. Mas "esclarecer como um serial killer é criado é como resolver um cubo mágico" [fonte: Vronsky]. Em outras palavras, não existe resposta. Vejamos então três teorias possíveis: negligência e abuso na infância, doença mental e danos cerebrais.
Negligência e abuso
Uma teoria gira em torno da negligência e do abuso sofridos por muitos serial killers quando crianças. Robert Ressler e Tom Shachtman descrevem um estudo conduzido pelo FBI, que incluiu entrevistas com dezenas de assassinos (a maioria deles serial killers). Em cada caso, eles descobriram "padrões similares de negligência infantil grave" [fonte: Ressler & Shachtman]. Durante o desenvolvimento de uma criança, há períodos importantes durante os quais elas aprendem sobre o amor, a verdade, a empatia, e regras básicas para interagir com outros seres humanos. Se estes traços não são ensinados para a criança durante aquele período, pode ser que ela não os aprenda durante a vida.
Serial killers frequentemente sofreram abuso físico ou sexual quando crianças, ou testemunharam o abuso de membros da família. Este padrão de negligência e abuso, dizem alguns pesquisadores, leva serial killers a crescer sem a percepção de ninguém além deles mesmos. Mas ao mesmo tempo, muitas crianças crescem sofrendo negligência e abuso, mas não se tornam criminosos violentos ou serial killers.
Alguns serial killers condenados
• Gary Ridgway, o "Assassino de Green River", confessou o assassinato de quatro mulheres, todas elas prostitutas. Ridgway foi um assassino missionário. Em sua contestação, disse: "Odeio a maioria das prostitutas" [fonte: CNN.com].

• Muitos dos casos que receberam mais publicidade foram de assassinos sexuais, incluindo Jeffrey Dahmer, Ted Bundy e John Wayne Gacy. Os três obtiveram prazer sexual na tortura e assassinato de suas vítimas.
• David Berkowitz, o "Filho de Sam", era um assassino que buscava emoção e gostava da excitação de matar. Ele não tocou em nenhuma de suas 15 vítimas (seis das quais morreram, nove ficaram feridas), mas as seguiu e atirou nelas de longe.
A sanidade dos serial killers
Para algumas pessoas, a única maneira de explicar os assassinatos em série é dizer que os serial killers são "loucos". Alguns serial killers alegam "ser inocentes por razões de insanidade" como defesa, mas eles são todos "loucos" ou até mesmo mentalmente doentes? Segundo o Código Americano, uma defesa de insanidade significa que "no momento da execução dos atos que constituem o crime, o réu, como resultado de grave doença ou deficiência mental, não era capaz de avaliar com precisão a natureza e qualidade ou ilegalidade de seus atos. Doenças ou deficiências mentais não constituem defesa em outras circunstâncias [fonte: U.S. Code].
Basicamente, um serial killer que se declara "inocente por razões de insanidade" deve provar que não sabia diferenciar o certo do errado no momento em que matou, mas pode ser difícil provar que ele realmente não entendia que seus atos resultariam na morte das vítimas. Apenas dois serial killers obtiveram sucesso ao alegar insanidade. John Douglas, que foi chefe por muito tempo da Unidade de Apoio Investigativo do FBI, acredita que os serial killers "compreendem bem o que significa a morte, e têm o poder de matar" [fonte: JohnDouglas.com].
Alguns serial killers foram diagnosticados por psicólogos e psiquiatras como psicopatas. O termo oficial, definido pelo Manual de Diagnóstico e Padrão de Distúrbios Mentais quarta edição (DSM-IV), é distúrbio de personalidade anti-social (APD). Segundo o DSM-IV, uma pessoa com APD segue um padrão de "desprezo e violação dos direitos dos outros, que ocorre desde os 15 anos de idade". Este padrão inclui sete fatores (dos quais três devem ser atendidos para o diagnóstico), tais como "fracasso em se adaptar às normas sociais", "irritabilidade e agressividade" e "falta de remorso" [fonte: Vronsky]. Psicopatas não são loucos - eles distinguem, sim, o certo do errado. Mas este diagnóstico pode explicar seu comportamento durante os ciclos de assassinatos.

serial2Dano cerebral
Alguns pesquisadores formaram a teoria de que os serial killers têm danos cerebrais ou outras anomalias que contribuem para seus atos. Danos a áreas como o lobo frontal, o hipotálamo, e o sistema límbico podem contribuir para agressão extrema, perda de controle, perda de julgamento e violência. Henry Lee Lucas, condenado por 11 assassinatos, tinha graves danos cerebrais nessas áreas, provavelmente resultado de abuso na infância, subnutrição e alcoolismo. Arthur Shawcross, outro que matou 11 pessoas, tinha vários danos cerebrais, incluindo duas fraturas no crânio. Na prisão, sofria de dores de cabeça e desmaiava com freqüência. Bobby Joe Long, condenado por nove assassinatos, disse: "Depois que eu morrer, vão abrir minha cabeça e descobrir que como dissemos, parte do meu cérebro está preta, seca, morta" [fonte: Scott].
Como pegar um serial killer
Um serial killer continua matando até que uma das quatro coisas a seguir aconteça: ele é pego, morre, se mata, ou se cansa de matar. Obviamente, quando a polícia determina que uma corrente de assassinatos pode ser atribuída a uma pessoa, o objetivo é prendê-la o mais rápido possível. Mas como eles descobrem quem foi? E como os serial killers são pegos?
Logo depois de qualquer homicídio, investigar a cena do crime e realizar uma autópsia fazem parte da rotina da polícia para tentar resolver o crime. Quando todas as informações são coletadas, podem ser adicionadas a um banco de dados nacional, mantido pelo FBI, como parte do ViCAP (Programa de Prisão de Criminosos Violentos). Este programa pode ajudar a determinar padrões, ou assinaturas, que ligam homicídios diferentes.
Segundo o especialista em perfis do FBI John Douglas, a assinatura "é um ritual, algo que o sujeito faz intencionalmente para obter satisfação emocional - algo que não é necessário para perpetuar o crime" [fonte: JohnDouglas.com]. Alguns serial killers colocam as vítimas em certas posições, ou as deixam em determinados locais depois de matá-las. Outra assinatura pode ser um método de tortura ou mutilação. É o que o assassino faz para satisfazer suas fantasias, e pode dizer muito aos investigadores sobre sua personalidade.
Os investigadores também observam o MO, ou modus operandi, do crime. O MO mostra o que o assassino teve de fazer para cometer o crime. Isto inclui tudo, desde seduzir e encarcerar sua vítima até a maneira como ele a mata. O MO de um serial killer pode mudar com o tempo. Basicamente, ele aprende com erros passados e melhora com o tempo.
Violência nos genes?
A maioria das pessoas tem dois cromossomos sexuais, XX (mulheres) ou XY (homens). Mas algumas pessoas têm um cromossomo Y a mais, e têm a síndrome de Klinefelter. Pessoas com esta doença são geralmente homens e têm níveis de testosterona mais baixos que homens XY. Alguns pesquisadores sugeriram que homens XYY são mais agressivos e têm mais chance de serem abusivos fisicamente. Descobriu-se que Arthur Shawcross era um homem XYY. A síndrome de Klinefelter ocorre em 1 entre 500 e 1 entre 1.000 nascimentos [fonte: Palomar College]. Portanto, ao passo em que pode ser um fator, certamente não pode ser o único fator determinante da constituição de um serial killer
Traçando o perfil de um serial killer
Determinar a assinatura e o MO são aspectos usados para se traçar o perfil. A unidade de Ciências Comportamentais do FBI desenvolveu o processo de traçar perfis nos anos 70, e Ted Bundy foi um dos primeiros serial killers a ter seu perfil traçado. Estudos de psicólogos e psiquiatras e informações reunidas de assassinatos em série do passado entram na criação do perfil, juntamente com informações da cena do crime e depoimentos de testemunhas. Por exemplo, se a vítima é branca, o assassino provavelmente é branco. Se a cena do crime mostra sinais de um planejamento cuidadoso, o assassino é provavelmente inteligente e mais velho. Se a vítima foi mutilada de maneira desorganizada, o assassino é provavelmente esquizofrênico (em inglês), e esquizofrênicos são geralmente muito magros e desleixados [fonte: Vronsky].
Os perfis não são 100% exatos, mas geralmente chegam muito perto. Segundo Robert Keppell, detetive que tomou a confissão de Bundy, o perfil montado para os crimes de Bundy era perfeito, "chegando ao ponto em que previa que ele tinha um meio-irmão e ele tinha mesmo" [fonte: Bellamy].
Quando o perfil é finalizado, os investigadores conferem a lista de suspeitos e determinam qual deles provavelmente cometeu o crime e a melhor forma de capturá-lo. Alguns serial killers organizados, como Dennis Rader (o Assassino BTK), sentem a necessidade de insultar a polícia, o que às vezes leva à sua captura. Rader mandou para a polícia um disquete com meta-dados que foram rastreados e chegaram à sua igreja. Muitos serial killers, até mesmo aqueles incrivelmente organizados e metódicos, acabam dando uma escorregadela que leva à sua prisão. No caso de Jeffrey Dahmer, uma vítima escapou e levou a polícia ao apartamento de Dahmer. Algumas vítimas de John Wayne Gacy haviam trabalhado em sua construtora.
Mas nem todos os serial killers são pegos. Alguns são presos ou pegos por outros crimes, e evidências levam os investigadores aos assassinatos. Ted Bundy foi pego em uma operação de rotina da polícia no trânsito, e David Berkowitz, o "Filho de Sam", foi pego por ficar vagando na rua, e acreditava-se que era testemunha dos crimes ao invés de o assassino.
Quando condenados, a maioria dos serial killers passa o resto da vida na prisão ou é executada se a pena de morte (em inglês) existir em seu estado. Ed Gein é uma exceção. Num primeiro momento, declarado incapaz para um julgamento, Gein foi mandado para uma instituição psiquiátrica. Seu psiquiatra então determinou que ele era capaz de ir a julgamento, e o juiz o considerou inocente por razão de insanidade. Gein morreu em 1984 de deficiência cardíaca.
Muitos pesquisadores concordam que não há uma maneira de "curar" um serial killer. Alguns serial killers que passaram um tempo em instituições psiquiátricas depois de cometer os crimes ou receberam tratamento psiquiátrico foram considerados "curados" e foram libertos. Mas mataram de novo. Peter Woodcock passou 35 anos em um hospital psiquiátrico para criminosos em Ontário, no Canadá, depois de matar três crianças. Poucas horas depois de ser solto, matou um colega paciente do hospital e foi imediatamente enviado de volta à instituição.
Até sabermos mais sobre como barrar serial killers antes que comecem a matar ou melhorarmos as maneiras de capturá-los antes de continuarem seu ciclo de assassinatos, eles continuarão sendo uma realidade, assim como os assassinatos em si.
Para mais informações sobre pesquisas online e assuntos relacionados, confira os links na próxima página.
Serial Killers na cultura pop
Um dos primeiros filmes a retratar um serial killer foi o suspense de Hitchcock "Psicose" (1960), baseado no livro homônimo de Robert Bloch e inspirado no assassino de verdade Ed Gein. Gein também inspirou o "Massacre da Serra Elétrica" e a personagem Buffalo Bill em "O Silêncio dos Inocentes". O último filme também mostrou ao público como o FBI traça perfis e o sistema ViCAP. Há vários livros, romances, filmes e programas de TV sobre crimes de verdade que se dedicam ao fenômeno. Mas por que eles são tão populares? Talvez as pessoas fiquem fascinadas porque o que os serial killers fazem é extremamente horripilante. Elas gostam de sentir medo com filmes e livros sobre serial killers.
Algumas pessoas levam esse fascínio além. Até pouco tempo atrás, uma busca no eBay por "lembranças de serial killers" trazia resultados de itens pessoais de serial killers condenados, incluindo roupas, pinturas e cartas. O eBay baniu a venda destas e outras "lembranças de assassinatos" depois de protestos de grupos de defesa dos direitos das vítimas. Um website vende bonecos, calendários e cartões colecionáveis de serial killers.

Pedro Alonso Lopez .

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Nascido em Santa Isabel (Colômbia), em 8 de outubro de 1948, Alonso é um dos homens mais mortiferos de todos os arquivos de SK’s já registrados. Por ser confesso, ele ficou conhecido por “Monstro dos Andes” e fez vítimas em três países. Ficou conhecido após uma entrevista com um foto-jornalista chamado Laytner, que o conheceu na sua cela de prisão em 1980. Matava meninas entre nove e doze anos, inclusive levou a policia até o tumulo de 53 vítimas.
Em 1983, ele foi declarado culpado pela morte de 110 jovens no Equador, e confessou ter matado mais 210 vítimas nos países vizinhos (Peru e Colombia).
Era filho de mãe prostituta, e aos nove anos de idade, Alonso Lopez foi expulso de casa pela mesmo, após ter acariciado sua irmã mais nova; a partir de então vivia com um pedófilo, que o sodomizava á força. Quando tinha 18 anos, já na prisão, foi espancado por uma gangue, e como vingança, matou 4 de seus algozes. Em 1978, suas vítimas chegavam a 100 no Peru, então mudou-se para Colombia e depois Equador, onde mantinha a mpédia de três vítimas por semana.
Ele contou em um de seus jugamentos que preferia assassinar meninas de nacionalidade equatoriana, pois alegava que eram mais inocentes e doces. Por este motivo, a Pedro foi atribuido o grande numero de desaparecimento de meninas que haviam constado na região.
Em 1980 ele se dispôs a contar o diluvio de sangue que havia feito durante os anos de matança, com duvida nas afirmações feitas pelo acusado, a policia esclaresceu as mesmas quando Pedro levou-os ao seu cemitério particular (onde estavam 53 vitimas).
Estima-se que 300 assassinatos é um baixo numero para ele.

Myra Hindley e Ian Brady .

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Myra Hindley não trabalhou sozinha, de fato, Ian Brady não era só seu cúmplice, mas um mentor e motivador dos assassinatos. Os investigadores declaram que os dois cometeram crimes tão horríveis que até mesmo os mais antigos investigadores de homicídios ficaram chocados. Foi em 1960, e o lugar era uma cidade chamada Hattersley, Inglaterra – rodeada por pântanos. Hindley de 23 anos e Brady de 28, moravam na casa da avó de Hindley. Embora não fossem conhecidos por muitos vizinhos nenhum deles poderia imaginar a capacidade desses dois. A dupla teve um “carinho” especial em assassinar e torturar, gravando os gritos da vítima e também tirando fotos pornográficas que mostram abuso sexual das vitimas.
Foram desmascarados quando estavam pensando em transformar a dupla em trio. A pessoa que eles estavam tentando recrutar era o cunhado de Hindley, David Smith. Smith se interessaria no assunto por causa da sua longa história de violência e alcoolismo, o par pensou que eles pudessem persuadir o homem usando uma demonstração ao vivo. Brady matou a machadadas um garoto de 17 anos de idade, foram 14 machadadas e então estrangulou a vítima. Smith ajudou Hindley e Brady a limpar a bagunça e preparar o corpo para o enterro. O tempo todo, Brady fez piadas sobre a vítima. Na manhã seguinte, Smith e sua esposa foram até uma delegacia de polícia denunciar Brady e Hindley.
Suspeitos de pelo menos 11 outros assassinatos, eles negaram envolvimento com quaisquer um deles. Porém, uma coisa que ajudou localizar os corpos necessários para evidência, foi uma fotografia que Brady tinha tirado de Hindley nos pântanos. Ela estava olhando para baixo, na direção de uma abertura no chão cheia de entulho. O corpo de um menino (John Kilbride, 12) foi achado lá. Assim, a polícia soube onde procurar outros corpos.
Leslie Downey, 10, era mais uma. Ela estava desaparecida há 10 meses. Downey tinha sido fotografada em posições pornográficas enquanto sofria abusos sexuais. Ela foi torturada, e também foi achado uma fita com seus gritos durante seus últimos momentos de vida.
Durante o julgamento, nem Brady nem Hindley mostraram remorso. Ambos foram condenados a prisão perpétua. Neste momento, eles ainda estão na prisão. Embora recentemente, Hindley tenha tentado ser libertada sob condicional, seu pedido foi negado. O juiz declarou que ela gastará o resto de seus dias tentando liberdade condicional mas não terá nenhuma chance de ser libertada.
Curiosidades:
Esta horrivel saga deu origem ao filme Longford, lançado em 2006 e com duração de 93 minutos.

Moses Sithole .

Não sabe-se muito sobre Sithole, apenas que tinha 32 anos e era morador da África do Sul.

Foi condenado a 2.410 anos de prisão em 1997, por ter sido acusado de 38 assassinatos e 40 estupros.r

Jack, O Estripador .



Assassino que assustou Londres no final do século XIX. No dia 7 de agosto de 1888, um morador de um conjunto habitacional de East End, um bairro pobre de Londres, encontrou o corpo da prostituta Martha Turner. Martha foi a primeira vítima de Jack. Depois dela vieram mais quatro, entre elas Polly Nichols (morta dia 31 de Agosto de 1888), de 42 e Annie Chapman, de 47, todas meretrizes que freqüentavam os bares da região, como o Ten Tells, um dos maiores pontos de prostituição. Sua última foi assassinada em 9 de novembro de 1888. Há ainda outros casos de Whitechapele redondezas atribuídos ao assassino, mas podem ter sido cometidos por psicóticos motivados pela fama que Jack alcançou.
Ele não foi o primeiro assassino em série que se tem notícias, mas sua história fez sucesso porque foi a primeira a surgir numa metrópole em uma época em que a imprensa já tinha grande força.
Teorias:
Muitas teorias surgiram para explicar esses crimes, chegando a existir mais de 200 livros procurando solucionar o mistério. Apenas em 1929 é que surgiu a primeira teoria séria sobre o caso: Leonard Matters suspeitava de que o criminoso fosse um médico inglês que matava e degolava mulheres por desejo de vingança, pois seu único filho tinha morrido de sífilis contraída numa relação com prostitutas de Whitechapel. Um médico da família real, sir William Gull, também ficou como suspeito dos crimes ao obedecer às ordens do primeiro-ministro para que assassinasse estas prostitutas (as mulheres estavam chantegeando os membros da realeza por saberem de um relacionamento ilícito de um parente da rainha Vitória como uma plebéia).
Uma parteira também foi colocada no rol de suspeitos: sendo ameaçada pela polícia para parar o seu trabalho, ela mataria suas mais freqüentes freguesas. Outras teorias já dizem que Jack não existiu: as prostitutas assassinadas já eram decadentes, com exceção da bela e nova Mary Jane Kelley, e teriam sido alvo de policiais revoltados com o aumento da prostituição em Londres – havia mais de 1.800 prostitutas na época. Até no criador de Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle, recaíram suspeitas: ele estaria montando um quebra-cabeça para a polícia da mesma forma que fazia em seus textos do famoso detetive.
Como fazia:
Com Polly Nichols, O Estripador agarrou-a por trás e tapou-lhe a boca com a mão, tendo, depois, lhe cortado a garganta. O corpo mutilado foi encontrado por um carroceiro às primeiras horas da manhã seguinte.
Já Annie Chapman, morta exatamente uma semana depois, teve seu corpo totalmente retalhado, foi encontrada por um dos porteiros do mercado de Spitalfields, num pátio dos fundos da casa nº 29, de Hanbury Street. Suas jóias e dinheiro tinham sido colocadas ordenadamente junto aos restos mortais do seu corpo. Dia 30 de Setembro, Jack esfaqueia duas vitimas, Catharine Eddowes e Elizabeth Stride, sendo o corpo de Catherine o mais mutilado até então,e rasto de sangue estendia-se desde o corpo retalhado até à porta onde alguém escrevera a giz ” Os judeus não são culpados de nada”.
No dia 9 de Novembro ele volta a atacar. Matou Mary Kelly, 25 anos. Seu corpo foi encontrado desmembrado, no seu quarto, no nº13 de Miller’s Court. Mary foi, pelo que se julga, a ultima vitima do Estripador, que não voltou a repetir os seus crimes.
Jack geralmente estrangulava suas vítimas e depois as mutilava com facadas. Na opinião dos médicos que examinaram os cadáveres, ele tinha conhecimentos de anatomia. Em um caso, ele retirou um rim sem danificar os órgãos que estavam ao redor. Em outro, removeu órgãos sexuais com um único golpe de faca.
A identidade verdadeira de Jack nunca foi descoberta, apesar de vários suspeitos terem sido indicados. A polícia fez o que pode, mas foi desmoralizada. O inspetor Charles Warren, que comandava as investigações, demitiu-se depois de dar sua última ordem: fotografar os olhos de uma das prostitutas, pois acreditava-se que uma pessoa guardava na retina a última imagem vista antes de morrer.
Curiosidades:
- Sua história sanguinaria deu rédeas a um filme chamado Jack The Riper, lançado em 1988 e From Hell, de 2001.
- Há uma banda cujo nome é Whitechapel (nota da editora: Ouçam, a banda é realmente boa!).
- Foram escritos inúmeros livros sobre o caso, em Jack the Ripper: Case Closed (Jack, o Estripador: Caso Encerrado), Andrew Cook cita o testemunho do médico legista Percy Clark, da delegacia de Whitechapel, que examinou pessoalmente os corpos das cinco vítimas. Cook alega que o estripador tenha sido assassino de apenas três, da todas as mortes; E o culpado pelo sensacionalismo da época fora um jornal chamado The Star, que usou o golpe para que suas vendas fosse, altas.
- A macabra lenda de Jack alimentou a fantasia de várias gerações e se transformou até mesmo em uma atração turística para Londres, que oferece tours guiados pelos locais da Inglaterra victoriana que serviram de palco para os crimes.
- Em londre um pub ganou seu nome e batiza até um drinque vermelho-sangue.
- Sobre ele, foram escritos mais de 200 livros com variadas hipóteses.
- Anthony Perkins e Klaus Kinsky já o representaram no cinema.
- O mais curioso, no caso de Jack, é que ele é uma celebridade sem rosto – algo impensável nos dias de hoje. Está nas livrarias – depois de ter causado polêmica nos Estados Unidos – o livro Retrato de um Assassino, a mais recente tentativa de dar identidade ao criminoso do fim do século XIX.

Ivan Marko Milat .

Marko Milat é também conhecido como “O Assassino de Mochileiros”


Começou a vida de SK matando turistas no verão dos anos 90, em New South Wales, Australia.
Os seus crimes ficaram conhecidos como “Backpackers Murders”. Atualmente, cumpre pena em New South Wales e ainda se declara inocente de todas as acusações feitas contra ele.
Em Setembro de 1992 dois corpos, cujos de duas turistas inglesas Joanne Walters e Caroline Clarke for encontrados cobertos por folhas e galhos numa área chamada “Executioners drop”. Em 8 de Outubro de 1993, mais dois corpos foram encontrados do mesmo modo em Belanglo State Forest. Os corpos foram identificados como sendo de James Gibson e Deborah Everist, ambos de 19 anos. A partir de então, pelas coincidências encontradas, era aparente que aqueles eram mais assassinatos praticados por um SK em potencial.
Em 1º de Novembro do mesmo ano, fora encontrado um quinto corpo. Este pertencia a alemã Simone Schmidl, 20. A alemã fora dada como desaparecia em Janeiro de 1991, como havia passado muito tempo entre o sumisso e a achada dos restos mortais, só foi possível a sua identificação através da arcada dentária. Após o aparecimento do cadáver de Simone, mais três corpos foram encontrados três dias depois. E assim subiam para sete o número de vítimas de Marko Milat.
Dia 4 de Novembro de 1993 foram encontrados (no mesmo local – Floresta de Belangalo) os corpos de um casal alemão que passava férias no local, Gabor Neugebauer e Anja Habschied. Gabor foi morto a tiros de uma Ruger 10/22 e punhaladas nas costas, haviam vestígios de estrangulamento; Já Anja, teve sua cabeça decepada e como a parte inferior de seu corpo estava desnuda, há uma hipótese de abuso sexual.
Uma oitava e possível vitima de Milat foi adicionada a lista em Novembro do mesmo ano. Atendia por Diane Pennacchio, 29; Esperava um filho, foi encontrada com as mãos amarradas ás costas, e com o rosto virado para baixo perto de uma árvore caída, como foram as vítimas precedentes.
Os assassinatos de Milat serviram como inspiração para o filme Australiano Wolf Creek, lançado em 2005.
Curiosidades:
- Em maio de 2005, Boris Milat (um irmão mais velho de Ivan) disse numa entrevista a Australian Broadcasting Corporation’s Australian Story: “Não importa onde Ivan os fez, os corpos desapareceram “. E disse “Uns 20, ou mais…”, quando perguntaram quantas vítimas seu irmão fez.
- Ivan é suspeito de mais 10 casos, que por ventura de falta de provas, não foram solucionados. Se todos forem, provados, o total de vitimas de MIlat sobe para 17, o que faz dele o maior SK Australiando, depois Martin Bryant, que matou a tiros 35 pessoas em Port Arthur, 1996

Harold Frederick .

Conhecido também como o “Dr. Morte”, Harold Frederick Shipman nasceu no ano de 1946, foi mais um assassino em série britânico, seus crimes chegaram a 220, com uma estimativa de 450. 80% de suas vitimas eram mulheres.


Até hoje, este prolífico SK não deixou claro os motivos pelos quais matava as pessoas. Pai de 3 filhos, “Dr. Morte” matava pacientes inoportunos e muitos deles em estágio final de vida. Seu caráter benevolente e simpático fazia juz ao contrário de sua verdadeira personalidade, que era muito bem escondida. Ele mesmo se encarregava de emitir os atestados de óbito das vítimas.
Dia 31 de janeiro de 2000 foi condenado culpado por 15 crimes.
Shipman foi condenadopelos assassinatos de Marie West, Irene Turner, Lizzie Adams, Jean Lilley, Ivy Lomas, Jermaine Ankrah, Muriel Grimshaw, Marie Quinn, Kathleen Wagstaff, Bianka Pomfret, Norah Nuttall, Pamela Hillier, Maureen Ward, Winifred Mellor, Joan Melia, e Kathleen Grundy. Todas essas mulheres foram mortas entre 1995 e 1998.
No dia 13 de janeiro ás 6:20am, Frederick foi encontrado enforcado na sua cela, em Wakefield. Nunca, em momento algum, Harold demosntrou ter se arrependido de tere feito o que fez.